Na Síria, tropas invadem cidade e prendem moradores

Forças de segurança da Síria foram enviadas hoje para a cidade de Homs, na região central do país. Segundo ativistas, os soldados fizeram disparos com metralhadoras e detiveram pessoas, que eram retiradas de suas casa.

AE, Agência Estado

21 de julho de 2011 | 12h14

Fumaça era vista em pelo menos uma área de Homs, que tem sido palco de intensa violência nos últimos dias, na medida em que o regime do presidente Bashar al-Assad tenta acabar com o levante popular contra seu regime.

Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que tanques isolaram bairros como Bab Dreib e Bab Sbaa, onde os principais ataques estavam acontecendo. Ele afirmou que as condições em Bab Sbaa, perto do centro da cidade, são "terríveis", que pelo menos uma casa foi queimada e as telecomunicações foram cortadas em partes da cidade.

Segundo o ativista, os moradores relataram um "grande onda de detenções" e as pessoas foram retiradas de suas casas, mas Abdul-Rahman não tem dados específicos. Cerca de 50 pessoas foram mortas em Homs. A violência sectária teve início no sábado, de acordo com ativistas e testemunhas.

O governo proibiu os meios de comunicação estrangeiros de atuarem no país e restringiu a cobertura dos jornalistas locais, o que torna praticamente impossível verificar os fatos de forma independente.

Um morador da cidade disse que as mesquitas usaram seus alto-falantes para convocar as pessoas a ajudar os moradores de Bab Sbaa e pediram às pessoas que doassem sangue nos hospitais. O morador, que falou em condição de anonimato, por temer represálias, disse que Bab Sbaa tem sido alvo de fortes disparos desde as 4h (horário local).

"Eu vejo fumaça subindo no bairro", disse o homem à Associated Press por telefone. O barulho dos tiros podia ser ouvido ao fundo. "Não podemos deixar nossas casas", afirmou ele. Bab Sbaa, bairro predominantemente sunita com alguns cristãos, tem sido o local de grandes protestos que pedem a queda do governo de Assad. As informações são da Associated Press.

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