Na Turquia, presidente pede fim de estereótipos

Antes de seguir para sua visita surpresa ao Iraque, o presidente americano, Barack Obama, encerrou sua viagem de dois dias à Turquia com um encontro multirreligioso, do qual participaram líderes judeus, cristãos e muçulmanos. Também respondeu a perguntas de estudantes em Istambul. Ele pediu aos alunos que deixem de lado os estereótipos: a tendência dos muçulmanos de culpar os judeus por tudo, e o inverso por parte dos judeus, a visão em partes do mundo de que os americanos são "grosseiros e egoístas". "Vocês podem optar por construir pontes e não novas muralhas", disse o presidente. Obama foi surpreendido por um estudante turco, que afirmou que não havia tantas diferenças entre o atual presidente americano e seu antecessor, George W. Bush. "Estados são como grandes petroleiros, e não como lanchas rápidas. Não dá para fazer uma manobra radical e mudar rapidamente de direção", justificou Obama. "Fui contra a guerra do Iraque, mas agora que estamos lá, tenho a obrigação de fazer uma retirada de tropas cuidadosa, para que o país não entre em colapso", disse.No dia anterior, Obama fez um discurso de aproximação com o mundo islâmico, afirmando que os Estados Unidos "não estão, e nunca estarão, em guerra contra o Islã". A fala do presidente americano recebeu elogios de vários líderes árabes - entre eles, tradicionais desafetos de Washington. "As palavras de Obama são positivas e importantes", disse o ministro de relações exteriores da Síria, Walid al-Moallem. A Turquia é vista pelos EUA como uma nação vital para melhorar as relações entre o Ocidente e o Oriente Médio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.