Alexei Druginyn/Ria Novosti/EFE
Alexei Druginyn/Ria Novosti/EFE

Na TV, Putin volta a negar presença de tropas na Ucrânia

Durante programa de perguntas e respostas, líder criticou presidente ucraniano, defendeu venda de mísseis ao Irã e prometeu recuperar economia em 2 anos

O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2015 | 09h44

MOSCOU - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a negar nesta quinta-feira que tropas do seu país estejam presentes na Ucrânia, rebatendo acusações de Kiev e de países do Ocidente de que Moscou estaria fornecendo tropas e apoio aos rebeldes pró-Rússia que lutam no leste ucraniano.

Em resposta a perguntas enviadas por cidadãos russos durante um evento televisionado, Putin afirmou que Kiev está isolando a área de Donbass - onde estão as cidades separatistas de Luhansk e Donetsk -, no leste da Ucrânia, ao excluir seus cidadãos do sistema financeiro nacional.


O presidente russo ainda negou relatos de que o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, tenha pedido à Rússia para assumir Donbass, região de exploração de carvão onde se levantou uma insurgência de separatistas pró-Rússia no ano passado.

"Existem pessoas que lutam por seus direitos usando força, mas também existem pessoas que não têm nada a ver com isso, que trabalharam por suas pensões. Então, por que você não está as pagando?", questionou o líder russo, se dirigindo ao colega ucraniano. "Desse modo podemos dizer que as autoridades atuais na Ucrânia estão excluindo Donbass."

Sobe a recuperação de seu país, o líder afirmou que  a economia do país pode voltar a crescer em menos de dois anos. "Pode ser mais rápido. Com o que estamos vendo agora, o fortalecimento do rublo e o crescimento nos mercados. acho que pode acontecer mais rápido", disse Putin. "Mas algo no prazo de dois anos", acrescentou.

Mísseis. Sobre a retomada do contrato para fornecer sistemas de mísseis terra-ar D-300 para o Irã, Putin disse que a disposição e a flexibilidade de Teerã em busca uma solução com o Ocidente sobre o programa nuclear do país foi o que motivou Moscou.

Putin afirmou que a Rússia trabalhará como um parceiros na ONU sobre o Irã, e que a entrega do S-300 vai ter efeito dissuasor no Oriente Médio. "Agora, com o progresso no caminho nuclear iraniano - e isso é obviamente positivo -, nós não vemos qualquer razão para manter o veto (à entrega do S-300) unilateralmente", disse. / EFE e REUTERS

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