AFP PHOTO / AnatoliiSTEPANOV
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Na Ucrânia, chefe do Pentágono sugere envio de armas e critica Rússia

Mattis diz que Moscou não tem respeitado o acordo de cessar-fogo de Minsk, criado para acabar com a violência separatista no leste da Ucrânia

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2017 | 11h52

KIEV - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, disse nesta quinta-feira, 24, em visita à Ucrânia, que Washington continuará a pressionar a Rússia sobre o que chamou de comportamento agressivo de Moscou. Ele tambem declarou que os EUA esão dispostos a fornecer armas para Kiev, num momento em que tropas pró-russas ocupam o leste do país. 

Mattis disse que a Rússia não tem respeitado o acordo de cessar-fogo de Minsk, criado para acabar com a violência separatista no leste da Ucrânia. "Apesar das negações da Rússia, nós sabemos que eles estão buscando redesenhar as fronteiras internacionais à força, comprometendo a soberania e as nações livres da Europa", disse Mattis a repórteres, ao lado do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

"Falamos (do fornecimento) de armas defensivas letais, estamos estudando este assunto", acrescentou Mattis. 

O chefe do Pentágono indicou que, a partir do que viu e da informação que recebeu na Ucrânia, em seu retorno aos EUA apresentará à Casa Branca determinada recomendações. "O armamento defensivo não pode provocar ninguém, salvo o agressor, e a Ucrânia não é um agressor; luta pelo seu território", disse Mattis.

A Ucrânia solicitou reiteradamente a diversos países provisões de armamento letal, mas por enquanto, como declarou ontem o ministro de Defesa ucraniano, Stepan Poltarak, só recebeu da Lituânia.

O secretário de Defesa americano reiterou a postura de Washington frente à anexação da Crimeia pela Rússia e ao conflito armado no leste da Ucrânia. "Nós não aceitamos e nem aceitaremos a anexação da Crimeia pela Federação da Rússia", recalcou.

Poroshenko, por sua vez, agradeceu aos EUA pela ajuda militar que proporcionou à Ucrânia desde "os primeiros minutos da agressão". O presidente lembrou que durante sua visita aos EUA em junho deste ano foi acordado iniciar um "diálogo ativo para garantir as capacidades defensivas da Ucrânia".

O governo russo ainda não comentou as declarações de Mattis. / EFE e REUTERS

 

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