Na Ucrânia, manifestantes rompem trégua

Um dia após o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, anunciar concessões aos ativistas que exigem sua renúncia, confrontos entre manifestantes e a polícia voltaram ontem a Kiev.

KIEV, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2014 | 02h08

O governo alega que os ativistas começam a armazenar armas e dois policiais foram detidos na prefeitura, ocupada há dois meses pelos manifestantes. Ontem, um grupo tomou por algumas horas o Ministério de Energia, o que segundo o governo ameaçava a distribuição para todo o país.

O ministro do Interior, Vitali Zakharchenko, culpou os manifestantes pela morte de um policial, e disse que todas as tentativas de negociação tinham se mostrado inúteis. Horas depois desta declaração, Yanukovich voltou a se reunir com os líderes dos manifestantes e parlamentares.

Na sexta-feira, o presidente prometeu rever leis que proíbem manifestações - ativistas são rastreados por telefone celular e alertados para deixar as aglomerações. Os protestos que pedem a saída do líder ucraniano se espalharam na quinta-feira para o oeste do país. Em duas cidades, manifestantes invadiram prédios oficiais. Em Lviv, o governador foi forçado a assinar uma carta de renúncia.

As manifestações começaram há cerca de dois meses, depois que o governo abriu mão de um acordo que estreitaria laços econômicos com a União Europeia em favor de novos empréstimos com a Rússia - avaliados em mais de US$ 15 bilhões. / AP e REUTERS

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