Na Ucrânia, manifestantes se reúnem em mosteiro

Cerca de 10 mil manifestantes convergiram hoje para o lado de fora de um mosteiro na capital da Ucrânia, onde foram se abrigar após um grupo ter sido expulso em um confronto com a polícia antes do amanhecer. Os protestos são contra a recusa do governo a assinar um acordo que estreitaria as relações políticas e econômicas com a União Europeia (UE).

Agência Estado

30 de novembro de 2013 | 14h53

No Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, os ucranianos gritavam "vergonha". Em coletiva de imprensa, líderes da oposição convocaram a população a se mobilizar em massa.

"Cada um de vocês deve expressar sua posição sobre em que tipo de país vocês querem viver: um país totalitário controlado pela polícia em que seus filhos irão apanhar ou um país europeu", disse Vitaly Klitschko, um campeão de boxe e líder do partido oposicionista Udar. A oposição pede que o presidente Viktor Yanukovych seja impeachmado.

Na manhã deste sábado, oficiais da polícia tentaram combater centenas de manifestantes em uma praça no centro da cidade, batendo em algumas pessoas com cassetetes. Alguns se dirigiram para o mosteiro a 500 metros do local para se abrigarem. Na ação do início do dia, a polícia levou 35 pessoas em custódia. Uma parte dos manifestantes estava sangrando na cabeça e nos braços após o confronto.

"Foi horrível, estávamos protestando de maneira pacífica e eles nos atacaram", disse Lada Tromada, uma das manifestantes. "Nos jogaram fora como lixo", completou.

A assinatura do acordo era esperada pelos ucranianos que querem que o país saia da esfera de influência da Rússia. Pesquisas de opinião recentes mostraram que cerca de 45% da população ucraniana apoia uma aproximação com a UE e menos de um é favorável a uma maior proximidade com Moscou.

Um posicionamento da embaixada dos Estados Unidos disse que o governo norte-americano "condena a violência contra os manifestantes " e pede que "o governo da Ucrânia respeite os direitos civis e os princípios de liberdade de expressão e de reunião". Fonte: Associated Press.

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