Na última hora, Maduro cancela presença em cúpula

Cenário: Lisandra Paraguassu

O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 02h03

A notícia deveria ter sido dada pelo vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. No entanto, ele não foi à 3.ª Cúpula América do Sul-África, na Guiné Equatorial. Coube então ao ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua, dizer que a saúde do comandante Hugo Chávez não vai bem. Questionado se a ausência de Maduro seria em razão da piora do presidente, o chanceler negou. Jaua garantiu que o vice-presidente precisava trabalhar com Chávez, que chegou essa semana a Caracas depois de dois meses internado em Cuba.

A ausência de Maduro, provável sucessor de Chávez, no entanto, parece mesmo ter relação direta com a piora do presidente. No fim da tarde de quinta-feira, uma funcionária de alto escalão da chancelaria venezuelana havia confirmado pessoalmente ao chanceler brasileiro, Antonio Patriota, que Maduro chegaria no início daquela noite à Guiné Equatorial, em horário que ainda seria definido. Os dois teriam um encontro ontem.

Também nos cumprimentos lidos pela presidente Dilma Rousseff, no início de seu discurso, ficou evidente que Maduro era esperado, já que seu nome ainda constava da lista de nomes às 12 horas de ontem, na abertura da cúpula. Ao chamar o representante da Venezuela para falar, a apresentadora do encontro também anunciou Maduro. Apenas quando Jaua assumiu o microfone é que ficou evidente que Caracas havia feito alterações de última hora.

Volta apressada. Jaua leu uma mensagem que seria de Chávez para os chefes de Estado presentes ao encontro. No texto, o presidente venezuelano, que foi o anfitrião da 2.ª Cúpula América do Sul-África, em 2009, realizada em Ilha Margarita, disse que sentia muito, "do fundo do seu ser", não estar de presente no evento e mandava "calorosas saudações" a seus colegas. O próprio chanceler venezuelano parecia ter pressa para deixar o país. Logo depois da foto oficial, Jaua foi direto para o aeroporto e retornou a Caracas.

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