Na Venezuela, Chávez diz que Líbia vive 'guerra civil'

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, elogiou ontem a "independência" da Líbia. Segundo Chávez, o governante Muamar Kadafi enfrenta uma "guerra civil" em seu país. "Longa vida à Líbia e a sua independência! Kadafi enfrenta uma guerra civil", afirmou Chávez em uma mensagem no Twitter. Foi a primeira reação pública dele desde o início dos protestos na Líbia, no dia 15.

AE, Agência Estado

25 Fevereiro 2011 | 14h51

Chávez é o principal aliado de Kadafi na América Latina. Os dois líderes acusam regularmente o imperialismo dos EUA e trocaram visitas nos últimos anos. Os laços são tão próximos que houve rumores de que Kadafi teria seguido para Caracas em meio aos protestos, o que o líbio negou.

Chávez, que visitou a Líbia em outubro, esteve em contato com Kadafi durante o levante popular que levou à renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, segundo funcionários venezuelanos. Mubarak estava havia três décadas no poder.

Já o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na Assembleia Nacional venezuelana que "repudia a violência" na Líbia. Segundo ele, é preciso haver um estudo "objetivo" da crise. "Condições estão sendo criadas para uma invasão da Líbia, e o objetivo central da invasão é tomar o petróleo da Líbia", afirmou Maduro.

Governos ocidentais cobram punições por abusos na Líbia, disse ele. "Por que eles não pedem a mesma punição para aqueles que bombardeiam civis inocentes todos os dias no Iraque e no Afeganistão?", questionou.

Na América Latina, o esquerdista presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também demonstrou solidariedade a Kadafi. Já o principal grupo oposicionista nicaraguense, Partido Liberal, divulgou comunicado exigindo "o corte imediato das relações diplomáticas" com a "ditadura genocida" de Kadafi. As informações são da Dow Jones.

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