Na véspera do pleito, governo e oposição se atacam no Chile

Na contagem regressiva para o segundo turno das eleições presidenciais deste domingo, a tensão domina a relação entre o governo e a oposição no Chile. Na noite desta sexta-feira, o porta-voz do Palácio presidencial de La Moneda, Osvaldo Pucio, acusou o candidato da oposição, Sebastián Piñera, de desrespeitar a lei eleitoral, a menos de quarenta e oito horas do pleito. Ele lembrou que a campanha eleitoral terminou, oficialmente, na quinta-feira à noite. O porta-voz do governo do presidente Ricardo Lagos disse que Piñera errou ao abrir o comitê de campanha, durante a tarde de sexta-feira, e ao ter permitido uma entrevista de seus principais assessores com a imprensa chilena. Ele disse que o assunto será analisado pela Justiça Eleitoral, mas não explicou que implicações a possível irregularidade geraria.No encontro com a imprensa, o ex-prefeito de Santiago, Joaquín Lavín, derrotado no primeiro turno e chefe de campanha de Piñera nesta etapa eleitoral, afirmou: "Existe um empate técnico entre os dois candidatos, segundo as diferentes pesquisas de opinião". Lavín, da UDI, partido que apoiou o ex-ditador Augusto Pinochet, disse ainda que a contagem do resultado vai ser "voto a voto". As declarações foram reproduzidas pelas principais emissoras de rádio do país.As disputas públicas tinham começado um pouco antes. Piñera, da Renovação Nacional, acusou a administração do presidente Ricardo Lagos de "intervir" na campanha da candidata da situação, a socialista Michelle Bachelet. Foi numa entrevista ao jornal La Segunda.O senador Adolfo Zaldívar, presidente da Democracia Cristã, partido que integra com o socialismo a coalizão de governo, reagiu, pedindo provas da acusação.

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