Nacionalidade de Madre Teresa vira briga nos Bálcãs

Conforme se aproxima a data da beatificação da freira e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, mais uma disputa acirrada tem início nos Bálcãs, agora sobre a nacionalidade da futura santa. O mesmo nacionalismo exacerbado que levou a uma guerra de seis meses entre rebeldes de etnia albanesa e tropas macedônias, em 2001, divide opiniões quanto à inscrição que será colocada numa estátua em homenagem à freira, morta em 1997.Madre Teresa nasceu em 1910, em Skopje. Seus pais eram albaneses étnicos de Kosovo que se mudaram para a cidade, hoje em território macedônio, mas na época parte do Império Otomano (turco), segundo o biógrafo não-oficial Lush Gjergji. A madre se referia a si mesma como albanesa e "skopjanka" - cidadã de Skopje.O problema começou quando líderes macedônios ofereceram-se para doar uma estátua de bronze de Madre Teresa a Roma, em honra à beatificação da freira, marcada para este domingo. Quando um jornal da etnia albanesa informou que a inscrição da estátua iria se referir à madre como ?filha da Macedônia? e minimizar sua etnia albanesa, muitos ficaram enfurecidos. Líderes da comunidade se referiram à inscrição como um ?jogada política calculada? para oprimir os albaneses.?É muito triste?, disse irmã Petra, que dirige programas assistenciais ligados ao grupo fundado por Madre Teresa, as Missionárias da Caridade, na Macedônia. ?Estão brigando por coisas completamente contra a mensagem dela?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.