AFP PHOTO / POOL / Khaled ELFIQI
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Nações árabes manterão boicote até que Catar 'mude suas políticas'

Chanceleres de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito se reuniram nesta quarta-feira após o país vizinho 'responder negativamente' a uma lista com 13 demandas apresentada para normalizar as relações

O Estado de S.Paulo

05 Julho 2017 | 13h19
Atualizado 05 Julho 2017 | 15h48

CAIRO - O ministro saudita de Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, afirmou nesta quarta-feira, 5, que os quatro aliados na região - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito - engajados num embate diplomático com o Catar manterão o boicote político e econômico ao país vizinho até que Doha "mude suas políticas para melhor".

De acordo com Jubeir, os próximos passos dos aliados contra o Catar serão tomados "no momento adequado" e estarão "em linha com as leis internacionais".

Os quatro países lamentaram ainda o que qualificaram como "resposta negativa" às 13 demandas apresentadas para normalizar as relações com Doha. "(Essa resposta) reflete a falta de compreensão da gravidade da situação", declarou o chanceler egípcio, Sameh Chukri. "Já não podemos tolerar o papel de sabotador que desempenha o Catar (nos conflitos regionais)", completou.

Os chanceleres de Riad, Abu Dhabi, Manama e Cairo se reuniram nesta quarta-feira na capital egípcia depois de Doha afirmar na véspera que considera "irrealista e inaplicável" a lista de reivindicações apresentada por seus vizinhos. "O Catar segue pedindo diálogo", disse em Londres o chanceler do país, xeque Mohamed ben Abdulrahman Al-Thani. "Estamos dispostos a iniciar um processo de negociação, em um marco claro que garanta nossa soberania."

Riad e seus aliados romperam em 5 de junho todas suas relações diplomáticas com o pequeno emirado, rico em gás, ao qual acusam de "apoiar o terrorismo" e manter relações muito próximas com o Irã, grande rival dos sauditas no Oriente Médio. 

Esses países também impuseram sanções econômicas ao Catar, chegando a fechar a única fronteira terrestre do país. Para encerrar a crise, os quatro aliados enviaram uma lista com 13 demandas para Doha, instando o país a cumprir as exigências antes do último domingo, prazo depois ampliado em mais um dia.

Entre outras medidas, os países pedem que o Catar encerre as atividades de uma base militar turca e da emissora Al-Jazeera - que consideram muito agressiva -, assim como reduza suas relações com o Irã.

Os ministros de Relações Exteriores dos quatro países adiantaram ainda que a próxima reunião do grupo para discutir a situação do Catar será realizada em Manama, no Bahrein, em uma data ainda não definida. / REUTERS e AFP

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