Nações Unidas lançam manual de combate a seqüestros

O Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC) publicou nesta quarta-feira um manual financiado pela Colômbia para o combate ao seqüestro, prática criminosa que faz 10 mil vítimas por ano em todo o mundo. "O propósito deste manual é salvar vidas", afirma o vice-secretário-geral das Nações Unidas e diretor-executivo da UNODC, Antonio María Costa em nota emitida em Viena, sede do órgão. O manual quer oferecer "aos oficiais de Polícia e às autoridades políticas os procedimentos concretos de como reagir com eficácia aos seqüestros", afirma a UNODC. Costa apresentou nesta quarta-feira o novo documento ao promotor-geral da Colômbia, Mario Iguarán, dentro de uma reunião do órgão que acontece em Viena. A criação da nova ferramenta contra o seqüestro tem a participação de analistas de 16 países, divididos em dois grupos. Um deles é formado exclusivamente por latino-americanos, disse Brian Taylor, chefe da seção contra o tráfico de pessoas da UNODC. Taylor não precisou o apoio financeiro concreto da Colômbia ao projeto, mas afirmou que foi uma quantia "significativa". "Estima-se que mais de 10 mil pessoas no mundo todo são seqüestradas a cada ano, e muitas delas morrem. Os seqüestros freqüentemente não são denunciados por medo de atos de vingança", afirma a nota da UNODC. O manual identifica diferentes tipos de seqüestros, como os realizados para extorquir ou os cometidos por motivos ideológicos e políticos, e dá conselhos para introduzir mudanças legais e estabelecer medidas preventivas. O documento também contém informação prática para policiais em tarefas como negociação, formas de vigilância e intervenções. "Este manual se baseia em boas práticas identificadas por analistas, e acredito que ajudará a tornar mais eficaz a resposta global na aplicação da lei", afirma Costa. O projeto também estabeleceu cursos de formação para pessoas envolvidas na luta contra os seqüestros, o primeiro deles destinado a responsáveis de "países do Caribe com problemas de seqüestro, como o Haiti e a Jamaica", disse Taylor. O segundo curso deve acontecer no Paraguai, nos próximos meses, e reunirá responsáveis de países da América Latina, explicou o analista.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 17h24

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