Nações Unidas terão escritório em São Paulo a partir de abril

Sede abrigará 4 agências da entidade ligadas ao desenvolvimento, drogas, promoção das mulheres e sustentabilidade

JULIA DUAILIBI, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2013 | 02h04

A ONU abrirá ainda neste semestre um escritório em São Paulo, onde funcionarão quatro agências do organismo multilateral. Será o segundo escritório da entidade fora de Brasília e o primeiro no Estado - já há uma representação em Salvador, na Bahia.

A abertura da unidade em São Paulo será anunciada na terça-feira, quando o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, e o representante-adjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Arnaud Peral, assinarão termo de permissão do uso de um imóvel do governo paulista pela ONU no centro da cidade.

O escritório será inaugurado até o final de abril pelo governador Geraldo Alckmin e pelo coordenador residente da ONU no País, embaixador Jorge Chediek. A unidade será instalada no 14º andar de um prédio recém adquirido pelo governo do Estado, onde já funciona o Comitê Paulista da Copa do Mundo de 2014.

Funcionarão no local o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o escritório sobre drogas e crimes (UNOCD), a ONU Mulheres, entidade para a igualdade de gênero, e o Pacto Global, iniciativa para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social e sustentabilidade.

As negociações com a ONU começaram em 2011, quando Alckmin recebeu Chediek no Palácio dos Bandeirantes para tratar da ampliação das parcerias entre o governo estadual e a organização internacional.

Com o acordo, a entidade deverá exportar programas considerados bem sucedidos em São Paulo para outros lugares do mundo e ajudar na implementação de ações nas áreas de desenvolvimento social, transparência e eficiência da gestão pública.

Para Semeghini, a iniciativa mostra o "reconhecimento do peso internacional de São Paulo". "É uma parceria de interesse para São Paulo e que será aprofundada em áreas como combate às drogas e à criminalidade".

Segundo o assessor especial de Alckmin para assuntos internacionais, Rodrigo Tavares, o escritório funcionará como "epicentro" para exportar programas paulistas para países em desenvolvimento. "E dará grande visibilidade política para a ONU", disse Tavares, que participou de reuniões em Nova York e Brasília para fechar o acordo. A cessão do imóvel saiu após negociação com o diretor de serviços da Companhia Paulista de Obras e Serviços, Felipe Sigolo, responsável pela compra do prédio.

A chegada da ONU em São Paulo tem peso político para Alckmin, candidato à reeleição em 2014. Faz parte da estratégia de criar uma agenda internacional para o Estado. A ONU está no Brasil desde 1947. Há cerca de 100 funcionários internacionais e 677 brasileiros trabalhando em agências como a Unesco e o Unicef.

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