Nações voltam a negociar corte na emissão de poluentes

Delegados de 180 nações retomaram em Bonn, na Alemanha, as negociações sobre um pacto para conter a mudança climática global. As conversas estão emperradas há meses, por reclamações dos países pobres de que a falta de compromisso das nações ricas com altos cortes bloqueiam um acordo. Os países ricos pedem que cada nação assuma uma meta de cortes.

AE-AP, Agencia Estado

10 de agosto de 2009 | 15h52

O encontro realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem como meta estabelecer um novo acordo para suceder o Protocolo de Kyoto, de 1997. Este tratado estabelecia cortes nas emissões até 2012 para 37 países ricos, mas não previa exigências para as outras nações. O encontro em Bonn é um dos seis marcados para este ano para as negociações de um novo acordo.

A rodada de negociações deve ser concluída em uma grande conferência em Copenhagen, na Dinamarca, em dezembro. O pacto deve incluir financiamento para os países pobres se adaptarem às mudanças climáticas e reduzirem suas próprias emissões, mantendo o crescimento econômico.

Hoje, a Nova Zelândia anunciou sua meta para 2020: cortar as emissões de gases causadores do efeito estufa entre 10% e 20% em relação aos índices de 1990. Na avaliação do grupo ambientalista WWF, a meta é muito tímida, e o governo neozelandês cedeu a pressões de lobbies industriais. O ministro da Nova Zelândia para as mudanças climáticas, Nick Smith, disse que o compromisso será difícil de alcançar, pois o país já emite 24% mais que os níveis de 1990.

Cientistas apontam que os países mais desenvolvidos devem se comprometer com cortes entre 25% e 40% em comparação com os níveis de 1990. Apenas a União Europeia se comprometeu com limites próximos ao recomendado pelos cientistas da ONU.

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