"Nada mudará nada em Cuba sem Fidel", diz filha de Guevara

Aleida Guevara, filha do lendário revolucionário Ernesto Che Guevara, disse em Lima que nada acontecerá em Cuba após a morte de Fidel Castro, que se recupera de uma cirurgia intestinal desde o fim de julho. Aleida, que visita as cidades de Iquitos e Cuzco, no Peru, pelas quais o pai dela passou em sua juventude, disse, explicando sua declaração: "Nós somos um povo. Essa revolução é encabeçada por um homem, por um partido, e encontra-se sustentada pela vontade do povo." "Se não houvesse essa vontade, teríamos desaparecido da face da terra", acrescentou. Aleida, de 45 anos, declarou que depois do anúncio da doença de Fidel Castro, os cubanos tiveram uma grande experiência: "Vimo-lo doente pela primeira vez, e isso foi tremendo." "Meu coração se apertou. Mas, no dia seguinte à notícia, saímos para trabalhar normalmente. Seria preciso ver a tranqüilidade do povo. Era como se nada estivesse acontecendo", comentou. A filha de Che Guevara, que trabalha em um hospital para crianças portadoras de deficiência física em Cuba, disse que a ilha "é um país em guerra" contra "o inimigo maior, do maior Exército do mundo". Aleida disse que os "Estados Unidos têm uma política hipócrita" em relação ao terrorismo. Como exemplo, citou o caso da exilado cubano anticastrista Luis Posada Carriles e dos cinco cubanos presos por espionagem nos EUA. "Os Estados Unidos têm a política do ´se você está comigo, tudo bem; se não, é do eixo do mal´. Hoje pode ser Cuba ou Venezuela. Mas outro dia poderá ser o Peru".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.