Nagasaki pede fim de armas nucleares em aniversário da bomba

Explosão deixou mais de 145 mil mortos nesta cidade japonesa, contra quase 260 mil em Hiroshima

EFE

09 de agosto de 2008 | 01h34

O prefeito de Nagasaki reivindicou neste sábado um futuro sem armas nucleares durante uma cerimônia que lembrou nessa cidade do oeste do Japão o 63º aniversário do lançamento da segunda bomba atômica dos EUA no final da Segunda Guerra Mundial.   Segundo informou a agência local "Kyodo", o regedor, Tomihisa Taue, leu um manifesto pela paz na qual pediu a eliminação dessas armas e lembrou que o ex-secretário americano de Estado Henry Kissinger pediu sua redução paulatina até chegar a sua abolição total.   Na cerimônia participaram cerca de 5.400 pessoas, entre elas o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, logo depois de retornar ao Japão após sua viagem relâmpago à China, para assistir a inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim.   Como já fez na cerimônia que há três dias lembrou em Hiroshima o lançamento da primeira bomba atômica, Fukuda destacou que seu país continua apoiando os princípios de não fabricar, não possuir e não permitir armas nucleares.   A cerimônia foi celebrada no parque da Paz, onde todos os presentes guardaram um minuto de silêncio às 11h02 (23h02 de Brasília da sexta-feira), hora na qual explodiu a bomba sobre o céu da cidade de Nagasaki, destacado porto comercial do Japão.   Este ano, como é habitual, foram acrescentados mais nomes à lista de vítimas da bomba em Nagasaki, o que deixa o número total de pessoas mortas nesta cidade japonesa em 145.984, frente a 258.310 em Hiroshima.

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