Kyodo News via AP
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Nagasaki promove cerimônia em memória às vítimas da bomba atômica de 1945

Após 74 anos, cidade japonesa homenageia os mais de 182 mil mortos no ataque que colocou fim à 2ª Guerra

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 10h40

​TÓQUIO - Mais de 5.900 pessoas participaram de uma cerimônia em memória às vítimas do lançamento da bomba atômica à cidade de Nagasaki, na parte oeste do Japão nesta sexta-feira, 9, dia em que se completam 74 anos da tragédia. Estiveram presentes sobreviventes, parentes dos que morreram e representantes de 66 países. 

Os nomes dos 182.601 mortos foram colocados no interior do monumento central do Parque da Paz da cidade. 

Os participantes dedicaram um momento de silêncio às 11h02 (23h02 em Brasília), exatamente a mesma hora em que a bomba explodiu no dia 9 de agosto de 1945.

Atualmente, a idade média dos sobreviventes, conhecidos como "hibakusha" em japonês, é de 82 anos. Muitos têm sofrido os efeitos da radiação por décadas.  

As cidades de Nagasaki e Hiroshima foram bombardeadas pelos Estados Unidos entre 6 e 9 de agosto de 1945. No dia 15 do mesmo mês, o Japão se rendeu, colocando fim à 2.ª Guerra.  

O prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, leu uma declaração de paz, e exortou os países que possuem armas nucleares a cumprirem suas missões sob o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

Taue cobrou do governo do Japão, como o único país que sofreu bombardeios nucleares, a assinatura e ratificação do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, adotado pelas Nações Unidas em 2017.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, não tocou na questão do tratado. "Tentaremos ser uma ponte de conexão entre os Estados que possuem e os Estados que não possuem armas nucleares. E, contando com a cooperação de ambas as partes, persistentemente exortaremos a realização de diálogos e lideraremos os esforços da comunidade internacional", disse ele.

Izumi Nakamitsu, representante das ONU para Questões de Desarmamento, transmitiu uma mensagem do secretário-geral, António Guterres.

Ele disse que a única e verdadeira garantia contra o uso de armas nucleares é a sua total eliminação, e torná-la realidade continua sendo a prioridade - das Nações Unidas e também sua própria - para o desarmamento. /AGÊNCIA BRASIL

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