Reuters
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Namorado de pivô do caso Snowden recorre contra apreensão de dados

David Miranda teve computadores e arquivos confiscados durante prisão em aeroporto

O Estado de S. Paulo,

20 de agosto de 2013 | 11h18

LONDRES - O brasileiro David Miranda, namorado do jornalista americano Glenn Glennwald, que revelou o esquema de espionagem em nível mundial do governo americano, recorrerá à Justiça britânica contra a apreensão de computadores e arquivos durante as horas em que ficou retido no Aeroporto de Heathrow, no domingo.

"David Miranda entrou com um recurso para que o material não seja analisado e contra a maneira que foi tratado", disse o editor do jornal The Guardian - onde Glennwald trabalha - Alan Rusbridger à rede de TV britânica BBC.

A advogada de Miranda, Gwendolen Morgan, disse que seu cliente busca uma revisão judicial da base legal para sua detenção no aeroporto de Heathrow, no domingo, sob uma lei antiterrorismo, e quer garantias das autoridades de que os objetos apreendidos com ele não serão analisados antes disso.

"Nós pedimos que não haja fiscalização, cópia, divulgação, transferência ou interferência de qualquer outra forma com os dados de nosso cliente enquanto se aguarda a decisão de sua revisão judicial", disse Morgan."Estamos à espera de uma resposta nesta tarde... Se isso falhar, não teremos outra opção a não ser entrar com uma ação urgente na Suprema Corte amanhã."

A advogada disse que uma "carta antes da ação" tinha sido enviada para o chefe de polícia de Londres e para o secretário do Interior britânico. O documento também exige que eles esclareçam se os dados de Miranda já foram repassados para outra pessoa, e em caso afirmativo, para quem e por quê.

Mais cedo, o governo britânico defendeu a detenção do brasileiro. Segundo o Ministério do Interior britânico, as autoridades "têm o dever de proteger o público e a segurança nacional" do país.

O Ministério disse também que a polícia está certa em parar pessoas suspeitas de possuir "informações de grande importância roubadas que ajudariam terrorismo". / AP e REUTERS

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