Não-Alinhados iniciam encontro de cúpula no Egito

Movimento reúne 118 países e pretende obter peso e reconhecimento oficial

Efe

15 de julho de 2009 | 04h21

O Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal, na sigla em inglês) começa sua 15ª cúpula, nesta quarta-feira, 15, com a presença de mais de 50 chefes de Estado e de governo, com a aspiração de fazer a voz dos países - a maioria deles, do hemisfério sul - ser ouvida. O encontro se estenderá até a quinta-feira, 16.

 

O encontro acontece hoje e amanhã na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, às margens do Mar Vermelho, e será envolvido por fortes medidas de segurança. A cúpula receberá líderes como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente dominicano, Leonel Fernández, e o de Cuba, Raúl Castro.

 

Durante o encontro, a presidência da entidade passará de Cuba para o Egito, que ocupará o posto durante os próximos três anos.

 

Os chefes de Estado presentes devem aprovar um documento de conclusões e uma declaração final nos quais reivindicarão a validez do Noal, nascido em 1961, apesar de as condições que deram força a seu nascimento, notavelmente a Guerra Fria, terem desaparecido com o colapso do bloco soviético.

 

Entre os 118 membros desta organização há 53 países africanos, 38 asiáticos, 26 americanos e um europeu. Desde seu surgimento, a entidade mantém seu objetivo de conservar-se em posição neutra, sem envolvimento direto com nenhuma superpotência.

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