'Não concorri para fazer história. Concorri para fazer a diferença'

A democrata Tammy Baldwin fez história na terça-feira. Tornou-se a primeira pessoa abertamente gay a integrar o Senado dos EUA, ao ser eleita por Wisconsin. Ela também é a primeira mulher a ser escolhida senadora pelo Estado. Apesar de significativa historicamente, a orientação sexual de Tammy nunca pautou seu discurso nas campanhas políticas de que participou desde 1986, quando foi eleita supervisora no Condado de Dane.

MILWAUKEE, EUA, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2012 | 02h03

Em 1992, foi escolhida para a assembleia estadual de Wisconsin, tornando-se a primeira pessoa assumidamente gay a ser eleita para o Legislativo local. Ela foi reeleita para o cargo duas vezes.

Nascida em 11 de fevereiro de 1962, em Madison, Tammy Suzanne Green Baldwin graduou-se em matemática e ciências políticas em Smith College, antes de tornar-se advogada, em 1989, pela Escola de Direito da Universidade de Wisconsin. Exerceu a profissão por três anos. Em 1998, a democrata foi eleita para a Câmara dos Representantes, tornando-se a primeira deputada a ser escolhida por Wisconsin. Desde então, Tammy tem se reelegido consecutivamente a cada dois anos, duração dos mandatos dos deputados nos EUA.

Para ocupar o cargo de senadora, ela derrotou o republicano Tommy Thompson, na mais dispendiosa disputa para o Senado já ocorrida no Estado de Wisconsin, em que, juntos, os candidatos arrecadaram US$ 65 milhões.

"A vitória de Tammy Baldwin mostrou o que a maioria dos americanos já sabe: que os candidatos devem ser julgados por suas qualificações para o trabalho e não por sua orientação sexual", declarou HerndonGraddick, presidente da Associação de Gays e Lésbicas contra a Difamação (Glaad, na sigla em inglês).

Durante sua última campanha, Tammy pendeu para o centro, prometendo apoio para investimentos em infraestrutura, educação e pesquisa, com a intenção de criar empregos em seu Estado.

"Não concorri para fazer história. Concorri para fazer a diferença nas vidas de famílias que lutam para encontrar trabalho e para pagar suas contas", disse a nova senadora do Partido Democrata. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.