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Não dá mais para levar Theresa May a sério

Premiê não tem uma resposta convincente ao Brexit- mas pretende, mais uma vez, submeter a votação seu odiado acordo

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2019 | 05h00

Por que o Parlamento britânico aprovaria na terceira tentativa o acordo de divórcio da União Europeia (UE) já rejeitado duas vezes por margens expressivas? A primeira-ministra, Theresa May, não tem uma resposta convincente à questão - mas pretende, mais uma vez, submeter a votação seu odiado acordo para o Brexit.

Sua estratégia não mudou. Ela conta agora com o prazo-limite estipulado pela UE para uma decisão (12 de abril) e com a perspectiva dramática de um divórcio sem acordo para persuadir todos aqueles que resistem: trabalhistas, norte-irlandeses e eurocéticos de seu próprio partido. Tem chance? Ínfima.

Ou May se convence de que será preciso adotar uma forma mais branda e consensual do Brexit (talvez mesmo um novo plebiscito para romper o impasse) ou então o Reino Unido despencará do bloco sem acordo no dia 22 de maio.

De William Shakespeare a Charles Chaplin, de Monty Python a Mr. Bean, o Reino Unido talvez seja a terra do humor mais refinado da humanidade. Seria até possível dar risada das trapalhadas de Theresa May, não estivesse nas mãos dela o destino do país. Já não dá para levar nada do que ela diga ou faça a sério e, infelizmente, não é piada.

Franceses não se sentem parte da mesma nação

Quatro em cada dez franceses (41%) não se sentem parte de uma mesma comunidade nacional, revela uma pesquisa recente do instituto Ipsos. A marca mais importante que define o caráter francês é, segundo os entrevistados, o “apego aos valores da república” (63%), seguido de nacionalidade (33%), modo de vida (33%), idioma (28%), história comum (24%) e território (18%). As divisões sociais são vistas como mais importantes que as identitárias, políticas ou geracionais.

MySpace reconhece não ter backup de arquivos

O MySpace, rede social mais popular antes do Facebook, reconheceu ter perdido todos os arquivos de música dos usuários entre 2003 e 2015. “Como resultado do projeto de migração dos servidores, todos os arquivos de fotos, vídeo ou áudio de mais de três anos atrás podem não mais estar disponíveis”, informou em comunicado. Não há backup.

EUA

Americana é 1ª mulher a vencer prêmio Abel

A americana Karen Uhlenbeck é a primeira mulher a receber o Abel, prêmio inspirado no Nobel, concedido pela Academia Norueguesa de Ciências e Letras desde 2003 a matemáticos. Suas pesquisas em topologia tiveram impacto na geometria, na física, na análise matemática e levaram, diz a academia, “a alguns dos avanços mais dramáticos da matemática nos últimos 40 anos”.

Obra anti-Trump vetada em exposição na Flórida

Não só o discurso conservador enfrenta dificuldades nas universidades americanas. A faculdade estadual Polk, da Flórida, se recusou a exibir a peça Morte da Inocência, do artista Serhat Tanyolocar, uma obra de protesto que representa poetas e escritores ao lado de imagens de Donald Trump e outros políticos em atividades sexuais. Para representantes da faculdade, a obra era “controversa demais” para figurar numa exposição visitada por escolas. Entidades de defesa da liberdade de expressão afirmam que a decisão subestima a “capacidade de alunos do ensino médio de lidar com obras de arte provocativas”.

Nova colmeia de NY provoca protesto

Causou protesto nas redes sociais a cláusula de visitação em que o escritório de arquitetura Heatherwick reivindicava direitos autorais sobre quaisquer imagens do Vessel, conjunto de escadarias em formato de colmeia (para os críticos, de churrasco grego), recém-inaugurado diante do Rio Hudson, em Nova York. Difícil justificá-la para uma atração destinada, basicamente, a fotos no Instagram.

Escultura em Florença atribuída a Leonardo

É de Leonardo da Vinci a escultura de argila Virgem com a Criança Sorridente, de 50 centímetros, de acordo com os curadores da exposição Verocchio: mestre de Leonardo, em Florença. Antes atribuída a Antonio Rossellino, ela guarda semelhança com os traços de Leonardo. É, afirmam os curadores, a única obra tridimensional que restou do gênio renascentista. Desde 1858, pertence à coleção do Victoria & Albert Museum, de Londres.

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