''Não ficaremos pedindo para ajudar'', diz Amorim

Chanceler afirma, em visita a Israel e aos territórios palestinos, que o Irã está reagindo com disposição e flexibilidade

Nathalia Watkins, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2010 | 00h00

O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim reagiu à aprovação de uma nova rodada de sanções impostas pela União Europeia ao Irã e disse que o Brasil não gosta de sanções de maneira geral e "menos ainda quando são impostas de forma unilateral". Amorim insistiu que há um caminho pacífico para resolver a questão, que o Brasil ajuda a negociar.

"Senti em Istambul que há o desejo de seguir em frente com as negociações e este é também o nosso desejo. O Irã reage com flexibilidade, mantém sua disposição para negociar. Se os países acharem que nossa ajuda é útil, estamos dispostos a colaborar, mas também não vamos ficar pedindo para ajudar", afirmou.

Segundo Amorim, alguns interlocutores europeus afirmaram que as sanções não são novas, mas um modo de ajudar na aplicação das decisões do Conselho de Segurança da ONU. A declaração foi feita em Jerusalém Oriental, ao final do segundo dia de visita a Israel e aos territórios palestinos. Hoje, Amorim se encontrará com a líder da oposição israelense Tzipi Livni e o chanceler Avigdor Lieberman e depois segue para Damasco.

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