EFE/EPA/Oliver Contreras / POOL
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'Não fiz nada errado', diz Trump ao comemorar absolvição de impeachment

Presidente dos Estados Unidos fez discurso na tarde desta quinta-feira, um dia após ter sido absolvido

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 14h35
Atualizado 06 de fevereiro de 2020 | 15h02

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez seu primeiro pronunciamento oficial nesta quinta-feira, 6, após a absolvição no processo de impeachment no Senado, na quarta, e afirmou que "não fez nada errado". Sorridente, o presidente levou alguns minutos para começar o discurso enquanto recebia aplausos e iniciou dizendo que sofreu muitas injustiças desde que assumiu a Casa Branca.

Trump disse que não estava fazendo um discurso, mas celebrando. "Funcionou. Passamos pelo inferno e não fizemos nada de errado, nada. Fiz coisas erradas na vida, admito, mas não de propósito. Mas esse é o resultado", disse, levantando uma edição impressa do jornal The Washington Post mostrando que foi absolvidocomo já havia feito na manhã desta quinta durante um café. 

Donald Trump agradeceu ainda seus apoiadores e disse que o deputados e senadores Partido Republicano fizeram mais do que os de outras administrações. Ele ainda usou o discurso para criticar a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e também o senador republicano Mitt Romney, que votou contra ele. 

O processo

Trump, que agora pode se concentrar na campanha pela reeleição, era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. Entre julho e setembro, ele teria usado os privilégios do cargo para pressionar o governo da Ucrânia a investigar o democrata Joe Biden, pré-candidato presidencial e um dos rivais mais complicados de derrotar em novembro – o ex-vice-presidente dos EUA lidera a maioria das pesquisas. 

Antes de Trump, apenas dois presidentes americanos enfrentaram um julgamento político no Congresso. Andrew Johnson, em 1868, foi salvo pelo Senado por apenas um voto. Em 1998, o democrata Bill Clinton também foi condenado pelos deputados e resgatado pelos senadores. O republicano Richard Nixon renunciou em 1974 antes da votação. 

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