Não foram encontradas armas de destruição em massa no Iraque

Os inspetores da ONU não encontraram armas de destruição em massa no Iraque, mas o regime de Saddam Hussein ainda precisa prestar contas sobre a destinação de diversas matérias-primas perigosas. Os inspetores ?não encontraram tais armas, apenas um pequeno número de munições químicas vazias, que deveriam ter sido declaradas e destruídas?, afirmou o chefe dos inspetores, Hans Blix, em relatório apresentado ao Conselho de Segurança (CS) da ONU.?Outra questão de grande importância é que ainda não foram prestadas contas sobre muitas armas e materiais proibidos. Não se deve saltar para a conclusão de que eles ainda existem. No entanto, a possibilidade não pode ser excluída. Se existem, devem ser apresentados e destruídos?. E se não existem, o Iraque deve apresentar provas concretas de que foram destruídos. Hans Blix também citou as descobertas de um comitê de especialistas, de que um dos novos sistemas de mísseis do Iraque excede o limite de alcance estipulado por resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. ?Os especialistas concluíram que, baseando-se em dados fornecidos pelo Iraque, as duas variantes do míssil Al Samoud 2 são capazes de exceder o alcance de 150 km. Esse sistema está, portanto, proscrito do Iraque?. Sobre um outro tipo de míssil, o Al Fatah, Blix disse que mais informações são necessárias.O chefe dos inspetores da ONU declarou que as entrevistas conduzidas com cientistas iraquianos ?revelaram-se informativas?, mas que, desde as entrevistas conduzidas em Bagdá no final de semana de 8 e 9 de fevereiro, ?nenhuma outra foi concedida nas condições que pedimos?.?Espero que isso mude?, disse. ?Sentimos que entrevistas conduzidas sem a presença de terceiros e sem gravações em fita teriam maior credibilidade?. Ao iniciar seu esperado relatório para o Conselho de Segurança, Hans Blix afirmou que ?efetivamente, as inspeções estão ajudando a reduzir a brecha em nosso conhecimento sobre as armas iraquianas?. Mas Blix também disse que ?não estamos muito convencidos com as evidências que os iraquianos vêm nos passando?. Ao final de 11 semanas no Iraque, os inspetores realizaram cerca de 400 visitas, sempre sem aviso prévio e sempre com acesso garantido, afirmou Hans Blix. Ele disse ainda que vêm melhorando as possibilidades de os inspetores usarem helicópteros.

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