Não há confirmação oficial sobre brasileiros mortos ou feridos

O Ministério das Relações Exteriores informou, no início da noite desta quarta, que ainda não havia confirmação oficial sobre brasileiros feridos ou mortos no atentado terrorista ao World Trade Center, em Nova York.Entretanto, o Itamaraty não descartou a possibilidade de constarem nomes de brasileiros em uma lista com cerca de 900 vítimas internadas em 12 hospitais da cidade. ?Há notícias de brasileiros feridos, mas não são oficiais. Como a lista não indica a nacionalidade das vítimas, não há condições de saber se inclui nomes de brasileiros?, afirmou o chefe da aessoria de Comunicação do Itamaraty, Luiz Fernando Ligiero.Informações desencontradasA divulgação de informaçãos desencontradas marcou o dia no Ministério das Relações Exteriores. No final da manhã, o ministro Paulo César Vasconcelos, cônsul-geral-adjunto, informou à Ligiero que havia sido confirmada a existência de brasileiros feridos pela equipe do consulado que percorreu hospitais de Nova York.Os nomes dessas vítimas, a gravidade dos ferimentos e os hospitais onde estavam internados não foram divulgados porque o consulado pretendia antes entrar em contato com os familiares das vítimas no Brasil.No final da tarde, depois de outros contatos com o consulado, a assessoria do Itamaraty suavizou as informações. Divulgou que havia ?possibilidade de haver brasileiros feridos?. Mais tarde, informou que o consulado havia constatado a existência da lista e completou que não havia certeza sobre a presença de brasileiros.Diante desses contratempos, Ligiero enfatizou sua orientação inicial de somente divulgar qualquer informação sobre as vítimas depois da confirmação oficial. Até o início da noite desta quarta em Brasília não havia registros de brasileiros mortos e tampouco o número exato de pessoas desaparecidas.?Assistência possível?Até as 18h30, o Itamaraty recebera 270 chamados de brasileiros que não conseguiam entrar em contato com seus parentes em Nova York. O ministério reiterou que o consulado oferecerá a ?assistência possível? aos cidadãos brasileiros que possam estar na lista de feridos, tenham eles visto de permanência nos EUA ou não.?Não interessa, para o consulado, saber se o cidadão está legalmente ou não no país. O tratamento é o mesmo?, explicou Ligiero.300 mil brasileiros vivem em NYDe acordo com as estimativas do Itamaraty, vivem em Nova York e nos seus arredores cerca de 300 mil brasileiros ? 37,5% da população brasileira nos Estados Unidos, de 799 mil, em situação legal ou não.O Ministério das Relações Exteriores informou que ainda não havia informação oficial sobre empresas brasileiras instaladas no World Trade Center. O edifício onde funciona o consulado-geral do Brasil em Nova York estava ontem parcialmente aberto. Dos 70 funcionários, 20 foram deslocados para o trabalho na central de atendimento às pessoas empenhadas em localizar brasileiros que estavam na cidade no momento do atentado.Turistas passam dificuldadesOs diplomatas constataram que alguns brasileiros tiveram de recorrer aos abrigos de emergência. Muitos dos brasileiros, principalmente turistas, não tinham como retornar ao Brasil por conta do fechamento dos aeroportos nos Estados Unidos ? medida de segurança adotada até as 17 horas desta quarta (hora de Brasília).Outros foram desalojados dos hotéis, principalmente os da região Sul de Manhattan, que tiveram de ser evacuados também como precaução. Parte dos hotéis que permaneceram abertos aproveitou a situação para elevar o preço das diárias.

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