Não há homossexuais em Uganda, diz presidente

Depois de aceitar um prêmio da Commonwealth pelo sucesso de sua campanha contra a aids, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, declarou neste domingo que não há homossexuais em seu país.Porém, um recente relatório organizado por um grupo de defesa dos direitos humanos aponta Uganda em uma lista de nações acusadas de torturar e maltratar homossexuais.Museveni lidera uma agressiva campanha de prevenção à aids desde 1986, tendo reduzido o índice de infecção entre adultos de 28% para menos de 10% nesta nação africana.Depois de aceitar o prêmio, Museveni disse que a aids tem "apenas" três maneiras de se espalhar em seu país. "Em primeiro lugar, a prática de sexo sem proteção. Não temos homossexuais em Uganda. Portanto, a transmissão se dá principalmente pelo contato heterossexual."A Anistia Internacional publicou um relatório em junho último no qual documentou casos de homossexuais submetidos a tortura em Uganda.O informe apontou casos de tortura e maus-tratos contra homossexuais em mais de 30 países, inclusive Uganda, Paquistão, Argentina, Rússia e Estados Unidos.Segundo Museveni, as duas outras formas de disseminação da aids em seu país são as transfusões de sangue e alguns rituais tribais de circuncisão, nos quais muitas vezes os mesmos aparelhos ensangüentados são utilizados em diversas pessoas.

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