Shawn Thew/Efe
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Não há provas de que Paquistão ajudou Bin Laden, diz Gates

Secretário de Defesa dos EUA diz que existem evidências que 'provam o contrário'

Agência Estado

18 de maio de 2011 | 15h59

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse nesta quarta-feira, 18, que a continuidade da ajuda do país ao Paquistão é de "significativo" interesse das autoridades americanas e que ele "não vê evidências" de que Islamabad sabia do paradeiro de Osama bin Laden antes do ataque que matou o líder da Al-Qaeda.

 

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Em audiência perante os legisladores, Gates disse que pode "entender a frustração do Congresso" com o Paquistão em relação à guerra contra a Al-Qaeda e o Taleban, mas fez advertências sobre o corte de ajuda. "Eu acho que devemos manter certa cautela", disse Gates. "Nós temos interesses significativos no Paquistão. Minha opinião é que precisamos manter a assistência que fornece alguns benefícios ao povo paquistanês."

 

Sobre a possibilidade de as autoridades paquistanesas saberem da localização do esconderijo de Bin Laden antes do ataque americano que o matou, Gates disse que "não viu nenhuma prova" que apoie essa afirmação e que foram vistas "evidências do contrário".

 

Bin Laden escondia-se em uma casa em Abbottabad, no norte do Paquistão, a poucos quilômetros de Islamabad, a capital do país. A cidade abriga uma base de treinamento militar, e por isso surgiram suspeitas de que o governo saberia do paradeiro do líder da Al-Qaeda. A afirmação de Gates deve apaziguar as críticas aos paquistaneses.

 

O terrorista saudita foi morto no final de abril após uma operação envolvendo uma equipe especial da Marinha americana. Ele era um dos homens mais procurados pelos EUA, já que é considerado o principal responsável pelos piores atentados da história - os de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center, no qual morreram mais de 3 mil pessoas. As informações são da Dow Jones.

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