Não há risco de propagação de ebola em NY, diz prefeito

Não há risco de propagação de ebola em NY, diz prefeito

Primeiro caso de contaminação pelo vírus foi confirmado em médico que trabalhava combatendo a doença na África

Estadão Conteúdo

24 de outubro de 2014 | 03h49

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e o governador do estado, Andrew Cuomo, fizeram um apelo para que os nova-iorquinos não fiquem alarmados com a confirmação do primeiro caso de ebola na cidade. "Queremos afirmar desde o início que não existe razão para que os nova-iorquinos fiquem preocupados. Quem não foi exposto ao vírus não está, de forma alguma, correndo qualquer risco", disse De Blasio durante coletiva de imprensa na noite de quinta-feira.

Segundo o prefeito, todas as autoridades locais estão seguindo protocolos claros e firmes no tratamento de Craig Spencer, o médico de 33 anos que foi diagnosticado com o vírus ebola na quinta-feira, seis dias após voltar da região oeste da África, onde colaborava com o tratamento de vítimas da doença.

Spencer trabalhava junto à organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Guiné e começou a sentir febre e sintomas gastrointestinais na manhã de quinta-feira, quando foi levado às pressas ao Hospital Bellevue, centro de referência para o tratamento de ebola em Manhattan. O médico está em quarentena, internado num quarto especialmente desenhado para controlar a propagação do vírus. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA vai realizar novos exames para confirmar o diagnóstico preliminar e já enviou uma equipe especializada à Nova York para tratar do caso.

Além disso, autoridades locais estão refazendo os passos e os contatos de Spencer nos últimos dias, para identificar qualquer pessoa que possa estar correndo risco. A comissária de Saúde da Cidade de Nova York, Mary Travis Bassett, disse que a noiva de Spencer e mais dois amigos que tiveram contato com o médico foram colocados em quarentena, mas não apresentam nenhum sintoma.

Nos dias anteriores ao aparecimento dos sintomas, Spencer caminhou ao ar livre, visitou o parque High Line, em Manhattan, usou o metrô e um táxi para visitar uma pista de boliche no Brooklyn. A comissária ressaltou, no entanto, que o médico começou a se sentir mal na manhã de quinta-feira e que pessoas contaminadas com ebola só transmitem o vírus quando já estão apresentando os sintomas da doença.

As autoridades de saúde afirmaram que as chances de um cidadão nova-iorquino contrair o vírus, que é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, são mínimas. Basset observou que a probabilidade de a viagem de metrô de Spencer apresentar qualquer risco é quase nula. Ainda assim, a pista de boliche visitada pelo médico foi fechada por extrema precaução e uma equipe do Departamento de Saúde da prefeitura irá visitar o local nesta sexta-feira. Equipes da prefeitura também visitaram a região próxima ao apartamento de Spencer para dar instruções aos moradores. A Casa Branca afirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, já foi informado sobre a situação.

A epidemia de ebola já matou 4.800 pessoas no oeste da África e nos EUA quatro casos da doença já foram confirmados. A organização internacional da ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras disse que fornece todas as informações necessárias para os seus membros que retornam de missões de combate ao Ebola. Até o dia 14 de outubro, 16 médicos da organização tinham sido diagnosticados com a doença e nove tinham morrido. Fonte: Associated Press.

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