Christophe Petit Tesson/Pool via REUTERS
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Macron diz a Johnson que não há tempo para novo acordo do Brexit

Líder francês pediu boa vontade para encontrar uma solução em um mês para evitar que britânicos deixem o bloco

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2019 | 14h56

PARIS - O presidente francês, Emmanuel Macron, foi firme ao dizer nesta quinta-feira,22, ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que não há tempo suficiente para negociar um novo acordo de separação do Reino Unido da União Europeia.

O líder francês pediu boa vontade para encontrar uma solução dentro de um mês para evitar que os britânicos deixem o bloco sem nenhum acordo. 

Em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu como premiê, um mês atrás, Johnson alertou a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e Macron que eles enfrentarão um Brexit sem acordo potencialmente caótico no dia 31 de outubro a menos que a UE acerte um novo pacto.

"Como a chanceler Merkel, confio que a inteligência coletiva e nossa disposição construtiva devem nos permitir encontrar algo lúcido dentro de 30 dias se houver boa vontade de ambos os lados", disse Macron. 

Em encontro com o premiê da Holanda, Mark Rutte, a líder alemã, por sua vez, pediu que uma definição ocorra antes de 31 de outubro, quando vence o prazo dado por Bruxelas para um acordo. 

Nova reunião ocorrerá em cúpula do G-7

 Definir os instrumentos para atingir esse cenário ocupou a maior parte do almoço entre Macron e Johnson, que vão se reunir novamente no sábado, na cúpula do G-7 em Biarritz (sudoeste da França).

Macron lembrou que tem sido frequentemente descrito, especialmente pela imprensa britânica, como o mais duro da União Europeia (UE) em relação ao Brexit

"É porque sempre disse muito claramente: há uma decisão tomada (pelos britânicos), então não faz sentido tentar não aplicá-la", afirmou. 

Fronteira da Irlanda é principal entrave para acordo

 As discussões sobre uma saída negociada do Reino Unido do bloco esbarram no mecanismo chamado "backstop", previsto no acordo concluído por Londres e pela União Europeia (UE). 

Este dispositivo procura garantir que, se não for encontrada uma solução melhor, não volte a se instalar uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

O mecanismo teria como consequência a manutenção do conjunto do Reino Unido na união aduaneira com os países da UE até que as duas partes encontrem uma solução para definir sua futura relação pós-Brexit, em um prazo de cerca de dois anos. / AFP e REUTERS 

 

 

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