Não há vítimas brasileiras em ataques na Índia, diz Consulado

Chancelaria brasileira em Mumbai afirma que não há informações sobre feridos ou reféns nos atentados

Cláudia Trevisan, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2008 | 07h51

Soldados indianos no hotel Taj Mahal, em Mumbai. Foto: Reuters       PEQUIM- O Consulado do Brasil em Mumbai, na Índia, não recebeu até agora nenhuma notícia de brasileiros que tenham sido feridos ou estejam reféns dos terroristas responsáveis pela onda de atentados que deixou pelo menos 104 mortos e 314 feridos.   Veja também: Polícia liberta reféns de um dos hotéis na Índia Assista ao vídeo com cenas dos ataques    A cidade está sitiada e a população recebeu orientação para não sair às ruas, disse por telefone ao Estadão o cônsul brasileiro, Paulo Pinto. Segundo ele, os cerca de 20 brasileiros que vivem em Mumbai estão bem e o consulado não registrou nenhum caso de turista entre as vítimas.   O consulado tem um telefone de emergência para o qual familiares ou brasileiros que estejam na cidade podem ligar: +91 9820686143. De acordo com o cônsul, o maior problema depois do atentado foi manter a comunicação, já que todos os celulares foram bloqueados.   A medida é adotada sempre que há atentados terroristas na Índia, porque muitas bombas são detonadas com o uso de celular. Depois que a comunicação foi restabelecida, os diplomatas do consulado passaram a entrar em contato com brasileiros na cidade, que informaram estar bem.   Os atentados paralisaram Mumbai e impediram o funcionamento da Bolsa de Valores e do mercado financeiro. "O aspecto diferenciado deste atentado é que eles atacaram a população estrangeira e locais freqüentados por turistas", declarou o cônsul. De acordo com ele, a situação continua tensa, com reféns ainda sob controle dos terroristas.

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