Não pode haver saturação de petróleo, diz governo líbio

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) só vai decidir se mantém sua produção nos níveis atuais ou se a diminui quando tiver em mãos as estimativas sobre se a oferta de petróleo no ano que vem estará equilibrada no mercado global, informou o diretor da agência de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem. Os membros da Opep se reúnem na próxima terça-feira, em um momento em que os preços do petróleo caíram para perto de US$ 100 o barril, do pico de US$ 147 o barril em julho. A queda súbita reavivou as preocupações do produtores de que o preço do barril pode estar prestes a desabar, como ocorreu no fim dos 1990. Naquela ocasião, o barril chegou perto de US$ 10, o que levou países como o Irã e a Venezuela a considerar um corte. "Nós queremos estar seguros sobre a oferta e a demanda. Nós queremos estar seguros para manter o mercado equilibrado. Nós não queremos ver uma saturação", disse Ghanem.Na semana passada, o diretor da agência líbia afirmou avaliar que o mercado estava com excesso de oferta, mas sua declaração de hoje foi mais cautelosa. Ele informou que a Opep vai se debruçar nesta semana sobre um relatório da comissão econômica da organização e sobre as estimativas do subcomitê de monitoramento do grupo. O enviado do Irã para a Opep, Mohammad Ali Khatibi, defendeu hoje que os membros do grupo reduzam a produção para a meta para a cota combinada pelo grupo. "O mercado não precisa de mais petróleo e não há necessidade para produção em excesso, dada a queda dos preços do petróleo", disse para a agência de notícias estatal iraniana IRNA. "Os membros devem voltar para a cota combinada e respeitá-la", afirmou, acrescentando que vê um "enfraquecimento da demanda".Para o enviado iraniano, o preço do petróleo "razoável" não pode cair abaixo de US$ 80 o barril. "Companhias internacionais de petróleo dizem que produzir um barril de petróleo em alguns novos campos custa US$ 80, então os preços não podem estar abaixo disso, considerando um lucro razoável para a produção", estimou.

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