'Não quero morrer sem ver a carinha do meu neto'

Em 1976, Silvia Torres, de 21 anos, estava grávida de seis meses. A jovem havia militado em movimentos estudantis secundaristas. No dia 26 de março, os gritos dela foram ouvidos, juntamente aos de seu marido, Daniel Orozco. Ambos foram levados por autoridades argentinas para La Perla, o mais sinistro centro de detenção e tortura de Córdoba. Depois de nascer, o bebê desapareceu. Até hoje, uma das avós, Sonia Torres, de 82 anos, a procura. Os corpos da filha e do genro nunca foram encontrados.

Entrevista com

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2012 | 03h04

Onde nasceu o bebê?

Não em La Perla. Ela foi levada para dar à luz em outro lugar.

O que a sra. descobriu?

Que é menino. Não o encontramos, mas vou encontrá-lo. Ele é escravo dos militares, pois não conhece seu nome e seu sobrenome. Não quero morrer sem ver a carinha do meu neto.

Como foram as investigações?

A tarefa em Córdoba não foi fácil. Os meios de comunicação locais colaboravam com os militares. O maior problema para encontrar pistas foi que várias moças foram levadas para outras cidades. / A.P.

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