Não se deve crer em tudo que o governo declara, diz ministro

Na entrevista de ontem ao canal A24, o ministro da Economia argentina, Axel Kicillof, deixou escapar uma autoavaliação quando atacava os meios de comunicação críticos ao governo. "É um bombardeio. Não sou sociólogo e não estudo isso, mas que bate, bate. Nesses anos, nós argentinos nos educamos muito. Não se deve crer em tudo que o governo diz, não se deve acreditar totalmente nos jornais. Aqui ninguém faz xixi com água benta."

O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2015 | 02h03

Ele mencionou ainda o período eleitoral como razão para manter a economia sem sobressaltos. Analistas consideram que uma grave guinada na economia é o principal risco do kirchnerismo na eleição. O candidato governista, Daniel Scioli, vive uma fase de consolidação nas pesquisas e institutos de opinião consideram possível uma vitória no primeiro turno, possibilidade que era totalmente descartada um mês atrás.

A última pesquisa da consultoria Management & Fit, que mostra uma diferença mais estreita do governista sobre o segundo colocado, apresenta Scioli com 36,9%. O prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri, tem 31,6%. Em terceiro, aparece Sergio Massa, com 12,1%.

O governo Kirchner mantém uma disputa judicial com o Grupo Clarín, a maior empresa de comunicação do país. Em campanha para deputado, Máximo Kirchner, filho da presidente Cristina, ironizou o embate. "Que mal um jogador de PlayStation pode fazer a um monstro da comunicação?", disse, em referência a sua fama de preferir os videogames às atividades do trabalho. / R. C.

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