Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade, diz Obama

Presidente se pronuncia pela primeira vez sobre quebra de sigilo telefônico e de internet nos Estados Unidos

O Estado de S. Paulo,

07 de junho de 2013 | 13h27

(Atualizada às 15h) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou pela primeira vez nesta sexta-feira, 7, do monitoramento de telefonemas, e-mails e contas de redes sociais nos Estados Unidos. "Ninguém está ouvindo seus telefonemas", disse o presidente, que garantiu que a vigilância na internet ocorre apenas fora dos Estados Unidos. "Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade."

Obama insistiu que o projeto tem autorização da Justiça e apoio bipartidário no Congresso. Segundo o presidente, o debate sobre privacidade e segurança é bem-vindo, mas ele fez um alerta: "Há uma razão para esse programa ser confidencial".

A permissão judicial para a quebra de sigilo aplica-se à duração, o local e os números dos telefonemas, como foi revelado pelos jornal The Guardian e The Washington Post, na quinta-feira. O monitoramento de servidores de empresas como o Google, a Microsoft, o Facebook e a Apple, ocorre em países fora dos EUA. As empresas negam que tenham sido inspecionadas. 

Obama também afirmou que os programas de monitoramento ajudam a prevenir ataques terroristas. "Eu fiz uma crítica saudável sobre estes programas. Minha equipe os avaliou cuidadosamente, nós realmente expandimos parte da supervisão, aumentando algumas das salvaguardas. Mas a minha avaliação e a avaliação da minha equipe foi que eles nos ajudaram a evitar ataques terroristas." / AP

Veja, em inglês, parte da fala de Obama:

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