'Não temos medo' de uma intervenção militar, diz filho de Kadafi

Saif al Islam afirmou que a decisão da ONU de 'bombardear a Líbia' não ajuda a população, 'mas a mata'

Efe,

18 de março de 2011 | 06h28

Saif al Islam Gadafi, filho do ditador líbio Muamar Kadafi, assegurou que eles "não têm medo" de uma intervenção militar internacional após a resolução aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na noite de quinta-feira, 17, que permite o uso da força para proteger os civis líbios.

 

Veja também:

 especial Linha do Tempo: 40 anos de ditadura na Líbia

blog Gustavo Chacra: Votação mostra nova ordem geopolítica

blog Arquivo: Kadafi nas páginas do Estado

especial Infográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio 

 

"Estamos em nosso país e com nosso povo. Não temos medo", disse o primogênito de Kadafi, considerado seu herdeiro político, em declaração à rede norte-americana ABC após a aprovação do texto pela ONU.

 

Saif al Islam afirmou que a decisão da ONU de "bombardear a Líbia" não ajuda a população, "mas a mata", e qualificou a resolução de "injusta", após insistir que as forças líbias nunca fizeram ataques aéreos contra civis e que as informações difundidas a respeito são "falsas".

 

"O exército e os voluntários líbios lutaram contra os rebeldes armados e libertaram cinco cidades sem matar um único civil", acrescentou, ao assegurar que "não ocorreram matanças na Líbia".

 

Questionado sobre as intenções militares do regime em relação à cidade de Bengasi, atualmente cercada pelas tropas fiéis a Kadafi, disse que a segunda maior cidade do país está vivendo "um pesadelo" por estar nas mãos dos rebeldes, que têm "aterrorizado a população".

 

"Há gente armada por todos os lugares, com suas próprias leis, e executam os que estão contra", afirmou o filho do ditador sobre a situação na cidade, considerada a capital rebelde e sede do Conselho Nacional de Transição.

 

Saif al Islam também se referiu aos quatro jornalistas do New York Times desaparecidos há vários dias na região da cidade de Ajdabiya e confirmou que estão nas mãos do exército. Afirmou que eles entraram ilegalmente no país e foram presos pelo exército líbio quando a cidade de Ajdabiya foi retomada do controle dos rebeldes. Segundo Saif al Islam, a única mulher do grupo pode ser libertada no sábado, 19.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.