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Napolitano é reeleito para a presidência da Itália

O Parlamento da Itália reelegeu neste sábado Giorgio Napolitano como presidente do país para um inédito segundo mandato, após líderes partidários persuadirem o político de 87 anos a aceitar o cargo para aliviar o hostil clima político, que tem adiado a formação de um novo governo.

Agência Estado

20 de abril de 2013 | 17h17

Napolitano superou facilmente a maioria simples exigida para ser eleito na tarde deste sábado. Ele conquistou 738 votos, muito mais do que os 504 necessários para receber mais um mandato de sete anos.

Foram necessários três dias de votações para escolher o presidente, o que reflete a profunda polarização do Legislativo, depois das eleições inconclusivas de fevereiro.

Após semanas de impasse, Napolitano poderá formalmente dar início a uma das mais importantes tarefas do chefe de Estado: definir quem tem as perspectivas mais sólidas e formar um novo governo com apoio suficiente para fazer o Parlamento trabalhar e, mais importante, sobreviver a um voto obrigatório de confiança do Legislativo.

Não será uma tarefa fácil. Os principais partidos políticos da Itália, essencialmente três blocos ideológicos distintos no Parlamento e seus aliados, que muitas vezes mudam de lado, são altamente polarizados e o antagonismo só cresceu ultimamente.

Napolitano, um ex-comunista, terá de sondar rapidamente os partidos sobre a escolha de um primeiro-ministro. O próximo governo enfrenta pressões para fazer as necessárias reformas econômica e eleitoral, no país afetado pela recessão, piorada pela volatilidade política.

A Itália é governada há meses por um governo interino, liderado pelo economista Mario Monti, que foi indicado por Napolitano e cujas duras medidas de austeridade, como elevação dos impostos, reforma no sistema previdenciário e cortes nos gastos tem ajudado a Itália a não sucumbir à crise da dívida.

Citando sua idade avançada, Napolitano recusou várias vezes a candidatura para um novo mandato presidencial, já que ele terá quase 95 quando deixar a presidência. Mas ele disse que "não pude fazer nada a não ser aceitar a responsabilidade com meu país".

De Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse em nota que Napolitano vai governar num período no qual os países da União Europeia (UE) devem "demonstrar grande calma, coragem e perspicácia" em meio a pedidos dos cidadãos europeus para a retomada do crescimento e do emprego.

Enquanto a eleição de Napolitano era aplaudida de pé no Parlamento e saudada no exterior, do lado de fora do prédio um barulhento protesto, com milhares de pessoas, reclamava do fato de que a velha guarda política não havia mudado, como esperado.

Legisladores do terceiro maior bloco do Parlamento, o Movimento Cinco Estrelas, liderado pelo ex-comediante Beppe Grillo, atraíram partidários para o protesto.

Grillo e seu crescente movimento se opõe a Napolitano, que no final de 2011 indicou Monti e um gabinete de tecnocratas que substituiu o primeiro-ministro eleito, quando a crise da zona do euro ameaçava a Itália. As informações são da Associated Press.

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