Napolitano pede a Letta que tente formar novo governo

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, fez nesta quarta-feira um pedido formal a Enrico Letta, deputado do Partido Democrático, de centro-esquerda, que lidere um governo bipartidário com o objetivo de encerrar o impasse político iniciado há dois meses e preparar o país para reformas, que incluem mudanças na lei eleitoral e melhoras na economia.

Agência Estado

24 de abril de 2013 | 09h25

Em pronunciamento no palácio presidencial, Letta disse que vai conversar amanhã com os principais partidos políticos da Itália e trabalhar para obter amplo apoio do Parlamento a um eventual novo gabinete. Se obtiver adesão suficiente, Letta disse que vai aceitar formalmente o cargo de primeiro-ministro e começar a nomear o ministério.

Letta, que aos 46 anos pode se tornar um dos líderes mais jovens da Europa, enfatizou que o novo governo da Itália precisa focar nos problemas econômicos do país, incluindo a alta do desemprego e dos níveis de pobreza. Ele também comentou sobre a urgência de uma nova lei eleitoral que evite um dilema político como o que deixou o país sem governo desde as eleições gerais de fevereiro.

"Sinto que tenho uma grande responsabilidade", disse Letta. "A situação é muito difícil." Para ele, a Itália precisa de reformas e a prioridade é atender as questões trabalhistas.

Se o novo governo for aprovado, como se espera, não há certeza de quanto tempo ele durará. O cenário político na Itália está muito dividido e o país não está acostumado a governos de coalizão que reúnem a direita a esquerda, como ocorre em outras partes da Europa.

Em discurso no começo da semana, Napolitano, que foi reeleito no último sábado, alertou que renunciará se as diferentes facções políticas italianas não chegarem a um acordo sobre um novo governo. Napolitano também lembrou que o presidente do país tem o direito de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

Sobre Letta, Napolitano disse hoje que o deputado é jovem, mas tem "uma importante experiência de governo". O presidente disse ainda que uma "ampla convergência política" é a única solução para o impasse atual. As informações são da Dow Jones.

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