Tomas Bravo/Reuters
Tomas Bravo/Reuters

Narcotráfico decapita ativista no México

Ativista que denunciava o narcotráfico na região foi encontrado morto na cidade de Nuevo Laredo, fronteira com os EUA

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2011 | 03h07

A polícia de Nuevo Laredo, na fronteira entre o México e os EUA encontrou ontem o corpo decapitado e com sinais de tortura de um ativista que denunciava o narcotráfico na região. A morte, a quarta do tipo na cidade nos últimos meses, foi atribuída ao cartel Los Zetas.

Segundo a polícia, o ativista, que se autodenominava "Rascatripas", tinha 35 anos e era moderador de um site chamado Nuevo Laredo ao vivo. O corpo foi deixado junto ao monumento a Cristóvão Colombo, no centro da cidade, acompanhado de uma mensagem atribuída aos Zetas. "Isso me aconteceu por não entender que não devo dar notícias nas redes sociais", dizia o texto.

Em setembro, na mesma praça, foi encontrado o cadáver da jornalista María Elizabeth Macías, que coordenava o mesmo site com o pseudônimo A menina de Laredo. O espaço reunia informações postadas por internautas sobre movimentações suspeitas, conselhos para evitar a violência e tinha um espaço para denunciar crimes do tráfico.

Com a autocensura adotada pelos meios de comunicação tradicionais, as redes sociais tornaram-se uma fonte importante de informação contra o tráfico, que passou a perseguir e matar os ativistas virtuais. Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteira, a medida é comum em Estados mais afetados pelo tráfico no México, como Tamaulipas, onde fica Nuevo Laredo.

Los Zetas, formados por ex-militares que aderiram ao narcotráfico, é um dos cartéis mais violentos do México.

Chacina. Ainda ontem, as autoridades mexicanas encontraram os corpos de seis homens e uma mulher em uma quadra poliesportiva no Estado de Durango, no norte do país. As vítimas, que estavam desaparecidas desde segunda-feira, apresentavam sinais de tortura. Desde o início da guerra às drogas, lançada pelo presidente Felipe Calderón em 2006, 31 mil pessoas morreram por causa da violência no país. / EFE e AFP

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