Nas redes sociais, TVs divulgam morte de líder

Depois de uma semana em que a internet foi palco da troca de acusações entre os principais candidatos à presidência da Bolívia, as redes sociais voltaram a receber atenção pelo mau uso na véspera da votação.

LA PAZ, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2014 | 02h00

Na noite de sábado, as contas oficiais da emissora estatal Bolívia TV e da emissora privada Red Uno no Twitter foram invadidas e utilizadas para divulgar mensagens sobre a morte do presidente em um atentado.

"(Estão) suspensas as eleições de amanhã (ontem) em razão do falecimento do presidente Evo Morales. Seguiremos informando", foi a mensagem publicada por volta de 22 horas (23 horas pelo horário de Brasília) na conta da emissora.

Evo afirmou ao canal estatal que não houve nenhum acidente. "Estou vivo, não há nenhum acidente. Estou com vida para continuar compartilhando democraticamente nessas eleições nacionais". O presidente atribuiu as falsas mensagens ao "medo dos opositores".

Até a tarde de ontem, porém, a conta da Bolívia TV continuava publicando informações com conteúdo difamatório sobre Evo e o vice-presidente, Álvaro García Linera. "Wikileaks acusa o vice-presidente Linera de trabalhar há mais de 20 anos para a CIA #boliviaindignada", dizia a última mensagem, às 13h45. A emissora precisou criar uma nova conta na rede social para utilizar durante a cobertura da votação ao longo do dia.

O caso foi qualificado pelo governo como ensaio de uma possível tentativa de assassinato contra Evo. "Iniciaremos uma investigação profunda para garantir que o objetivo dessa invasão não seja um ensaio para medir a reação social frente a um possível magnicídio", disse o vice-ministro de Comunicação, Sebastián Michel, à agência estatal ABI. / M. F.

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