Nas ruas, iemenitas exigem mudanças no Exército

Milhares de pessoas se reuniram em várias partes do Iêmen nesta sexta-feira para exigir que militares leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh sejam expulsos das Forças Armadas do país. As manifestações são as primeiras desde que Saleh entregou oficialmente o poder para seu vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi. O objetivo da medida foi promover a paz após mais de um ano de protestos violentos contra o governo de Saleh, que durou 33 anos.

AE, Agência Estado

02 de março de 2012 | 13h25

Mas embora Saleh esteja fora do governo, muitos iemenitas temem que ele mantenha seu poder por meio de antigos aliados no Exército e membros de sua família que ocupam importantes postos, como seu filho e seu sobrinho, que estão em importantes cargos de segurança.

Manifestantes em 18 das 21 províncias do país gritavam "A reestruturação do Exército é nossa principal exigência!" O grito de guerra era uma referência aos compromissos assumidos pelo atual presidente, que prometeu, durante seu discurso de posse, pouco menos de uma semana atrás, que faria uma reformulação no Exército.

"Retire a família do Exército", gritavam os manifestantes em referência aos familiares de Saleh.

O filho e o sobrinho de Saleh comandam a poderosa Guarda Republicana e a Central das Forças de Segurança, que foram usadas na tentativa de reprimir o levante contra o governo de Saleh no último ano.

Hadi assumiu no lugar de Saleh no sábado, como parte de um acordo de transferência de poder, apoiado pelos Estados Unidos, para encerrar a crise política. Hadi, que era vice de Saleh, foi o único candidato da eleição presidencial.

Ele tomou medidas rápidas para cumprir sua promessa de posse e na quinta-feira demitiu o principal comandante da região sul, general Mahdi Maqoula, que é leal a Saleh.

Os militares vinham exigindo a saída de Maqoula, alegando que ele dificulta a entrega de suprimentos para as Forças Armadas no sul, que combatem militantes da Al-Qaeda. Militantes do grupo tomaram o poder no local, em razão da falta de forças de segurança do governo, e impuseram o controle sobre cidades e territórios na área. As informações são da Associated Press.

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