Nas suas primeiras entrevistas, ex-camareira acusa Strauss-Kahn

Em entrevistas à TV ABC e à revista ''Newsweek'', Nafissatou Diallo diz que desconhecia identidade do economista francês

, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2011 | 00h00

NOVA YORK

A uma semana da audiência do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, duas entrevistas concedidas por Nafissatou Diallo podem complicar o processo de agressão sexual contra ele. A ex-camareira de um hotel de Nova York que acusou Strauss-Kahn falou pela primeira vez à imprensa e reafirmou que foi atacada pelo francês. As declarações surgem às vésperas de a Justiça avaliar se deve retirar as acusações.

Nafissatou diz que não sabia quem era aquele homem que a atacou na suíte do hotel. Apenas no dia seguinte ela viu as notícias e percebeu que se tratava do futuro candidato à presidência da França. Naquele momento, ela desconfiou que seria criticada por "todo o mundo"

Sobre as contradições nos depoimentos e a conversa com um amigo de Sierra Leoa que está preso nos EUA, quando a camareira disse que o acusado teria muito dinheiro, Nafissatou afirmou que a frase foi um resumo da tradução da gravação. A ex-camareira disse que não conhecia Strauss-Kahn antes do incidente e temeu por sua vida quando soube quem era seu agressor.

"Ele é um homem muito poderoso e, se isso tivesse ocorrido em meu país, me matariam para que a verdade não fosse revelada", afirmou Nafissatou, que é de Guiné.

Outro caso. Patrick Poivre d"Arvor, apresentador de um noticiário da TV francesa, foi o primeiro a ser interrogado pelos investigadores que apuram a denúncia da jornalista Tristane Banon, que também afirma ter sido estuprada por Strauss-Kahn durante entrevista em 2003. Strauss-Kahn nega todas acusações, tanto nos EUA como na França. / AP

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