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Nasa divulga imagem de meteorito mais potente a cair na Terra nos últimos cinco anos

Rocha espacial sobrevoou mar de Bering em 18 de dezembro; explosão gerou energia dez vezes maior do que a bomba de Hiroshima

Redação, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2019 | 13h15

A Nasa divulgou nessa sexta-feira, 22, fotos tiradas por um de seus satélites do poderoso meteorito que sobrevoou o mar de Bering em 18 de dezembro, sem ser visto por nenhum humano.

Nestas imagens tiradas alguns minutos após a desintegração da grande rocha espacial na atmosfera, a sombra deixada pelo rastro do meteorito nas nuvens é distinguível.

Há também uma nuvem laranja: é a nuvem de partículas consumidas em temperaturas muito altas e criada pela bola de fogo gerada pela explosão.

As imagens foram tiradas pelo satélite Terra. Um dispositivo tirou uma foto às 23h50 GMT. Cinco das nove câmeras de um segundo instrumento a bordo do mesmo satélite tiraram cinco fotos às 23h55 GMT. O Jet Propulsion Laboratory da Nasa agrupou as imagens em um GIF animado que mostra a emissão da nuvem laranja de poeira.

A Nasa estima que a explosão ocorreu às 11h48 GMT, cerca de 26 quilômetros acima do mar de Bering, uma região do oceano Pacífico que separa a Rússia do estado do Alasca, nos Estados Unidos.

O Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da Nasa estimou que a energia liberada pela explosão foi de 173 kilotons, 10 vezes mais destrutiva do que a bomba atômica de 15 kilotoneladas que destruiu Hiroshima em 1945.

A primeira foto do fenômeno tinha sido feita por um satélite meteorológico japonês e divulgada nesta semana.

Um meteorito é o fenômeno luminoso que ocorre quando um asteroide, ou outro corpo celeste, entra na atmosfera da Terra. É comumente chamado de estrela cadente. Mas se não vaporiza completamente e alguma parte dele atinge a superfície da Terra, é chamado de meteorito.

O de 18 de dezembro foi o meteorito mais potente desde a bola de fogo de Tcheliabinsk, na Rússia, em 2013. Na época, milhares de pessoas ficaram feridas com a explosão de janelas./AFP

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