Nasa nunca perdeu equipe em aterrissagem

Em 42 anos de vôos espaciais, a Nasa nunca perdeu uma equipe de astronautas em processo de aterrissagem. A segurança havia sido reforçada para a missão de 16 dias, que contava com a participação do primeiro astronauta israelense.Ilan Ramon, um coronel da Força Aérea de Israel e ex-piloto de caças, tornou-se o primeiro de seu país a viajar para o espaço e sua presença resultou em reforço da segurança, não apenas para o lançamento da Columbia, 16 de janeiro, mas também para o pouso, neste sábado. Oficiais da Nasa temiam que sua presença fizesse do ônibus espacial um alvo de terrorismo.O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse, por meio de seu porta-voz, que o governo não tinha como comentar o incidente imediatamente. Ramon, de 48 anos, é filho também de um sobrevivente do Holocausto. Sua carreira militar inclui participação no bombardeio a um reator nuclear iraquiano em 1981. A mídia israelense transmitiu o lançamento do ônibus espacial Columbia ao vivo, de Cabo Canaveral, e a missão foi manchete da maioria dos jornais locais.A tripulação era composta pelo comandante de missão, Rick Husband, piloto William McCool, especialista de carga Ilan Ramon, comandante de carga Michael Anderson, especialistas de missão David Brown, Laurel Clark e Kalpana Chawla.O lançamento da Columbia ocorreu em 16 de janeiro, às 10h39, hora de Cabo Canaveral. A missão durou 15 dias, 22 horas e 17 minutos, e a aterrissagem estava prevista para as 9h17 de 1º de fevereiro. A carga útil levada na espaçonave era composta do módulo de investigação Spacehab RDM, além de quatro toneladas de experimentos científicos.Os astronautas haviam realizado, em órbita, uma série de experimentos científicos e a missão era considerada um sucesso nesse aspecto. Foram cerca de 80 experimentos enviados pela Nasa e agências espaciais de Europa, Japão, Alemanha e Canadá. O Columbia não visitou a Estação Espacial Internacional.Os cientistas anunciaram resultados surpreendentes, incluindo fotografias detalhadas de fenômenos elétricos observados acima de tempestades de raios, além da produção de um tumor in vitro tão grande que os pesquisadores teriam que desmontar a estufa de crescimento para conseguir extraí-lo em um único pedaço.VEJA O ESPECIAL

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