Nasa poderia ter salvo Columbia, diz jornal

A Nasa poderia ter salvo a tripulação do ônibus espacial Columbia, informou hoje o jornal ?Flórida Today?, com base em estudos da agência.Segundo o jornal seria uma manobra arriscada, comparável ao resgate da tripulação da Apolo 13, em 1970, que após uma explosão perdeu parte da energia do módulo e utilizou a gravidade da Lua como estilingue para regressar à Terra.De acordo com o estudo da Nasa, outro ônibus espacial, o Atlantis? poderia ser lançado e, uma vez na mesma órbita do Columbia, resgatar os cinco homens e duas mulheres da tripulação.?Era um momento dramático, mas o envio da Atlantis para uma missão de resgate teria possibilidade razoável de êxito?, disse um funcionário da Nasa ao jornal da Flórida.O acidente do Columbia foi o pior desde a explosão do Challenger em 1986. Na decolagem, partes do revestimento externo do tanque de combustível (parte laranja do transportador) se desprendeu e atingiu a asa esquerda do Columbia.A proteção de cerâmica que reveste a parte inferior da nave foi danificada permitindo que ar superaquecido atingisse partes desprotegidas do ônibus espacial na reentrada. A alta temperatura e a fricção com o ar na reentrada fizeram com que o Columbia se desfizesse no ar.Após o acidente a Nasa divulgou que engenheiros haviam alertado para o problema com a asa esquerda. Mas a direção da agência ignorou os apelos e decidiu pousar o Columbia alegando que os danos não tinha sido extensos o suficiente para prejudicar o revestimento térmico.A Nasa também recusou deixar por mais tempo que o planejado o Columbia em órbita da Terra, o que permitira estudar uma solução adequada ou até lançar o Atlantis. Outro pedido recusado foi o de utilizar as câmeras dos satélites militares para fotografar a asa atingida.No dia 1° de fevereiro, 16 minutos antes do pouso, sensores da asa esquerda detectaram um dramático aumento de temperatura e em seguida deixaram de funcionar. O aumento de temperatura fez com que o computador de bordo da aeronave alterasse a trajetória da reentrada. Os destroços da aeronave se espalharam por quatro Estados.

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