Nasa tem projeto de aparelho para ´ler´ mente de terrorista

O temor de novos ataques terroristas nos EUA, após o 11 de setembro, despertou idéias ousadas. Uma delas: os aeroportos poderiam tentar "ler" as mentes dos passageiros para prevenir uma possível ameaça. Apesar de um aparelho capaz de ler mentes ser ainda mera hipótese teórica, a Nasa já apresentou à linha aérea Nothwest Airlines o inusitado projeto de um dispositivo que está pesquisando em parceria com uma empresa comercial, capaz de monitorar padrões de ondas cerebrais e batimentos cardíacos. Segundo publicou ontem o jornal The Washington Times, a tecnologia espacial poderá ser adaptada para receber e analisar esses padrões, por meio de programas de computadores, "para detectar passageiros que possam representar uma ameaça". De acordo com documentos obtidos pelo jornal, a intenção da Nasa é usar sensores neuroelétricos não invasivos, instalados em portões, para coletar sinais elétricos transmitidos pelo cérebro e pelo coração dos passageiros. Os computadores aplicariam algoritmos estatísticos para correlacionar esses impulsos com milhares de informações computadorizadas sobre dados criminais. É só um projeto, mas já está causando preocupação. Mihir Kshirsagar, do Centro de Informação Eletrônica Privada, disse que tal tecnologia poderia apenas criar o caos na segurança aeroportuária. Segundo ele, o medo de voar de muitas pessoas poderia confundir o dispositivo. O diretor de pesquisa aeroespacial da Nasa, Herb Schickenmaier, disse a The Washington Times que a proposta, apresentada em dezembro à Northwest Airlines, é apenas um dos quatro projetos de segurança aérea que a agência espacial está desenvolvendo. Ele comparou a proposta a um superdetector de mentiras que também poderá medir a pulsação, a temperatura do corpo, a velocidade do piscar de olhos e outros aspectos biométricos captados à distância. Alguns pesquisadores, porém, ressalvam que eletroencefalogramas confiáveis são feitos apenas por aparelhos cujos sensores tocam a cabeça. Dois professores de física especialistas em pesquisas de ondas cerebrais, mas sem ligação com a Nasa, questionaram o quanto tal teste poderá ser praticável ou confiável e qualificaram o objetivo da agência espacial de "um pouco ambicioso". Leia o especial

Agencia Estado,

20 Agosto 2002 | 11h51

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