Lucy Nicholson/Reuters
Lucy Nicholson/Reuters

Natal em Hong Kong tem ao menos 25 feridos em confrontos

Polícia e manifestantes voltaram a se enfrentar em protestos pró-democracia na ex-colônia britânica

Pedro Prata, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2019 | 14h10

HONG KONG - Protestos pró-democracia na véspera e no dia de Natal em Hong Kong foram marcados por confrontos entre a polícia e manifestantes. Uma autoridade da área da saúde informou que 25 pessoas ficaram feridas, entre elas um homem que caiu do segundo andar de um shopping enquanto fugia da polícia. Os protestos na ex-colônia britânica ao longo de dezembro estavam pacíficos após candidatos pró-democracia obterem vitória esmagadora nas eleições locais de novembro.

Manifestantes antigoverno marcharam nesta terça, 24, e quarta, 25, vestidos de preto e usando máscaras por decorados centros comerciais. Os protestos foram convocados pelas redes sociais, e incitaram as mobilizações principalmente em áreas comerciais.

Eles cantavam slogans pró-democracia como ‘Libertem Hong Kong’ e ‘A revolução da nossa época’. A polícia usou spray de pimenta e gás lacrimogêneo para dispersar as multidões.

“Os confrontos são esperados, não interessa que seja Natal”, disse à Reuters Chan, um dono de restaurante de 28 anos que participou dos protestos. “Estou desapontado que o governo não responda a nenhuma de nossas exigências.”

A polícia considerou que a reação às mobilizações foi 'controlada'.

Chefe do Executivo de Hong Kong

A  chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse que muitos turistas e cidadãos ficaram decepcionados por ter "a noite de Natal arruinada por um grupo de desordeiros descuidados e egoístas". Lam disse que o governo fará o possível para manter a lei e a ordem e restaurar a paz em Hong Kong. "Tais atos ilegais não só acabaram com o clima festivo como também afetou o comércio legal."

Os protestos já duram seis meses, e são a pior crise da ex-colônia britânica. O movimento, que começou contra uma lei extinta que pretendia permitir a extradição de pessoas para a China territorial, impacta a economia e o turismo de Hong Kong. O território entrou em recessão no terceiro trimestre, com uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2%. / Com informações  da Reuters e AFP

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