Natascha Kampusch proíbe livros da história de seu seqüestro

Os advogados de Natascha Kampusch, a jovem austríaca que ficou seqüestrada por oito anos, anunciou nesta Sexta-feira que prepara um conjunto de processos contra os livros não autorizados sobre sua vida. Eles afirmaram através de um comunicado que "usarão todas as medidas legais" para evitar que alguns "aproveitadores" façam fortuna com a vida da jovem. Natascha Kampusch já disse que não deseja que sua vida seja reconstruída em um livro e seus assessores legais recorrerão à Justiça para fazer valer o desejo. Nos últimos dias, a imprensa austríaca vem fazendo previsões sobre a aparição de uma onda de publicações sobre a vida e o seqüestro de Kampusch. O advogado da jovem, Gerald Ganzger, diz que com estes livros, "a imprensa sensacionalista e outros aproveitadores têm que saber que estão vulneráveis aos direitos" da jovem. Concretamente, o advogado afirmou que toda informação fictícia ou inventado sobre a jovem, sejam diálogos, entrevistas ou descrições, será objeto de atuação jurídica. As publicações que tiverem o nome dela, sua imagem ou qualquer outro dado que relacione o livro à Kampusch poderá servir para iniciar um processo. O comunicado diz que Natascha Kampusch ainda não decidiu se no futuro escreverá seu próprio livro contando sua experiência.

Agencia Estado,

17 Novembro 2006 | 22h15

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