Naufrágio de embarcações tradicionais mata 17 pessoas na China

Dois organizadores foram detidos sob a acusação de não avisarem as autoridades sobre os ensaios para o Festival dos Barcos Dragão

EFE

22 Abril 2018 | 01h36

PEQUIM - Dezessete pessoas morreram na região autônoma de Guangxi, no sul da China, depois que dois tradicionais barcos Dragão viraram no sábado, 21, jogando seus 60 tripulantes na água do rio Taohuajiang, em Guilin, informou a agência oficial "Xinhua" neste domingo, 22.

Estes barcos, fabricados em madeira e habitualmente enfeitados com cabeças e rabos de dragão pintado, medem 18 metros e têm capacidade para 30 pessoas.

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O seu afundamento aconteceu enquanto faziam no rio Taohuajiang, na cidade de Guilin (em Guangxi), o que fez com que as pessoas caíssem na água.

Oito embarcações e mais de 200 pessoas participaram do seu resgate, que se deu por finalizado por volta das 22h (horário local).

As autoridades de Guilin disseram que os moradores do vilarejo de Dunmu organizavam sessões de ensaios sem notificar a polícia previamente, por isso que dois dos organizadores foram detidos, afirmou a "Xinhua".

Estes barcos, impulsionados pela força de remadores, são utilizados todo ano para realizar o chamado "Duanwu Jie", ou Festival dos Barcos Dragão, o quinto dia do quinto mês no calendário lunar, no qual se realizam corridas de remadores em comemoração da morte do poeta Qu Yuan, que se suicidou atirando-se a um rio há 2.300 anos. /EFE

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