Naufrágio de navio sul-coreano pode ter matado 22

Equipes de resgate admitem a possibilidade de até 22 pescadores estarem mortos após o naufrágio de hoje, na Antártida, de um navio sul-coreano. Segundo essas equipes, o tempo de sobrevivência em águas tão geladas é de apenas dez minutos. Cinco mortes já estão confirmadas. Os proprietários da embarcação disseram que pode ter ocorrido uma colisão com um iceberg.

AE, Agência Estado

13 de dezembro de 2010 | 08h53

O naufrágio foi tão rápido que não houve oportunidade de a embarcação enviar um pedido de socorro, informou a Guarda Costeira da Nova Zelândia. Um porta-voz da Insung Corporation informou que a empresa tentava ainda entender o que ocorreu. "O barco naufragou em cerca de 30 minutos. Nós estamos trabalhando duro para buscar uma razão para um naufrágio tão rápido."

Segundo o porta-voz, pode ter havido uma colisão com um iceberg ou uma forte onda. Outra embarcação conseguiu retirar 20 tripulantes do mar pouco após o naufrágio, ocorrido às 6h30 (hora local). Sem roupas apropriadas para o frio, o restante da tripulação de 42 pessoas tinha apenas alguns minutos de vida. Cinco pessoas morreram imediatamente. As equipes de resgate esperavam que uma parte das 17 pessoas restantes possa ter conseguido ficar em um bote salva-vidas.

Um porta-voz da Guarda Costeira no sul da Coreia do Sul, no porto de Busan, onde o navio ficava atracado, disse que havia na tripulação oito coreanos, oito chineses, 11 indonésios, 11 vietnamitas, três filipinos e um russo. A nacionalidade dos mortos não havia sido divulgada.

O navio buscava marlongas da Patagônia, uma espécie rara que vive em águas tão frias que o Greenpeace afirma que possui uma espécie de anticongelante em seu sangue. O peixe é popular em parte da América do Sul, nos Estados Unidos e no Japão, e muitas vezes é pescado ilegalmente. O Greenpeace lembra que a carne desse peixe é muito cara e o coloca em uma lista de espécies em risco de se tornarem insustentáveis. As informações são da Dow Jones.

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