Naufrágio de transatlântico italiano tem 3 mortos e 70 desaparecidos

Pelo menos 3 pessoas morreram e outras 70 estão desaparecidas após o naufrágio do navio de cruzeiro Costa Concordia, no litoral italiano. Entre as 4.229 pessoas a bordo estavam 47 passageiros e 6 tripulantes brasileiros, segundo o consulado do Brasil em Roma.

SAVONA, ITÁLIA, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2012 | 03h07

A causa do naufrágio ainda está sob investigação da polícia italiana, mas fontes oficiais informaram sobre um corte de 70 metros de comprimento no casco do navio - provavelmente ocasionado pela colisão em um banco rochoso, na sexta-feira à noite. O Costa Concordia se dirigia do porto de Civitavecchia ao de Savona, ao norte, ambos na Itália.

Cenas de pânico foram registradas nos momentos em que a tripulação tentava retirar os passageiros do navio de 114 mil toneladas.

No momento em que a maior parte dos passageiros estava jantando, a gigantesca embarcação de dez andares começou a adernar para um dos lados, para o terror dos turistas. Em meio a gritos e sirenes de emergência, muitos passageiros em pânico se lançaram nas águas geladas da costa italiana.

O Costa Concordia chegou a navegar até um ancoradouro próximo de Gênova, mas continuou adernando lentamente até afundar. Os passageiros foram levados à Ilha de Giglio, onde receberam os primeiros socorros e agasalhos.

Brasileiros. O Itamaraty informou ontem que, até a tarde do sábado, não havia registrado nenhum caso de cidadãos brasileiros entre os mortos ou desaparecidos, mas ainda não conseguiu a lista completa dos que estavam no navio.

A seção consular da embaixada em Roma mantém um plantão para atender os brasileiros que precisarem de ajuda, especialmente para repor documentos perdidos. Até agora, duas pessoas já procuraram a embaixada.

O ministério informou, porém, no entanto, que não há previsão de necessidade de ajuda com transporte e alojamento, já que a empresa Costa Cruzeiros, dona do navio naufragado, é a responsável pelos passageiros e está encarregada de providenciar a ajuda necessária.

Um grupo de brasileiros já foi retirado de Giglio e está indo de ônibus para Savona, cidade do litoral italiano a cerca de 50 quilômetros de Gênova.

O grupo será levado a Milão, de onde as pessoas que quiserem poderão retornar direto para o Brasil.

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